quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O Livro das Conservas

Imagem da internet

Numa tarde passeando por uma livraria com minha família, me deparei com este livro e foi amor a primeira vista. 




Possui várias técnicas e receitas para a elaboração de conservas doces e salgadas (de frutas e legumes), licores, defumação de carnes e peixes  - tudo muito bem explicadinho. 

A autora ainda dá dicas de conservação dos alimentos a serem utilizados nas preparações e de harmonização de especiarias para garantir mais sabor as conservas. As fotos são uma inspiração!

Meu exemplar, comprei na Livraria Curitiba e paguei R$ 56,00. Valeu a pena.


O Livro das Conservas é de Lynda Brown. Editora Publifolha.

Não ganhei nem um centavo por esta publicação. É uma dica pessoal.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Ceviche

Postado por: Marília

Ceviche é um prato típico peruano que tem por base peixe marinado em suco de limão.
Ótima pedida para variar o petisco nesse verão que promete.




Em uma tigela fui depositando os seguintes ingredientes:
Dois filés grandes de Saint Peter filetados, uma cebola roxa picada, 3cm de gengibre ralado (com o sumo), 2 pimentas vermelhas picadas (sem a semente), suco de 3 limões, 1 colher (sopa) de shoyo, cebolinha picada e sal. Misturei e deixei descansar na geladeira. 
Comemos com tortillas que eu mesma fiz - que não deram o ponto certo pois, ao contrário da original, ficaram crocantes porém deliciosas! 


Minhas considerações: o ceviche tem que ser picante. Se você não é chegado em pimenta, vá acrescentando aos poucos e experimentando até chegar num ponto que te agrade. 
É um prato leve. Bem a cara do verão. 
Fiz  mais "picadinho" para poder comer com as "tortillas". 
O ardidinho combina super com cervejota geladíssima!

Num põe reparo que as fotos sairam com data, tá?


Bom apetite!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Brownie

Postado por: Marília

De forma simplista, brownie é um bolo de chocolate sem fermento.
Na forma elaborada, brownie é carinho em porção. 
É do tipo de doce para se comer cercada daqueles que se ama.
É um bolo de chocolate que aquece o coração e abre sorrisos de contentamento.


Este da foto fiz assim:
Em uma panelinha derreti uma barra e meia de chocolate meio amargo com 100g de manteiga (sem sal) em fogo brando. Reservei.
Numa tigela, bati muito bem 2 ovos, 1 xícara (chá) de açúcar e 1 colher (chá) de baunilha. Juntei a esse creme a mistura de chocolate, 1/2 xícara (chá) de nozes picadas (grosseiramente) e 3/4 xícara (chá) de farinha de trigo peneirada. Misturei bem após cada adição.
Derramei a mistura em uma forma pequena, untada e enfarinhada com chocolate em pó (sem açúcar). Levei para passar em forno pré aquecido a 180ºC por aproximadamente 30min. 

Desliguei o forno e deixei esfriar por mais ou menos 10min antes de servir.

O resultado é um bolo de casquinha crocante e recheio cremoso. 

O perfume que tomou a casa então... incrível!

Minhas considerações: usei barra de chocolate de 130g. 
A receita original, pedia 1 1/2 de açúcar; prefiro com menos açúcar. 
Atenção ao tempo de forno para não comprometer a cremosidade do bolo. Se assar demais ficará mais seco. 
Este, servi como lanche da tarde. Para sobremesa, sirva-o ainda quente acompanhado de uma bola de sorvete. Você será amado(a) para sempre!

Bom apetite!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Salsichas

Postado por: Luis

Esse é um dos alimentos mais populares do mundo, vá onde vá, você encontrará salsicha. Cada país/lugar tem pelo menos uma receita. Nós em casa nunca fomos, se é que posso dizer isso, muito fãs deste alimento embutido. E eu particularmente, tenho uns 2 ou 3 motivos (histórias pra depois). 

Como muitas outras coisas, existe muito tabu e até ignorância a respeito. Chega um momento que precisamos derrubar os tabus e desmistificar tudo isso. Neste caso foi muito bom, prazeroso e saboroso.


Quando criamos coragem escolhemos logo a weisswurst - esse é o nome para a salsicha branca - isso mesmo a mais improvável para se experimentar! Considerando as imposições para nosso gosto, costume e convivência - com as vermelhinhas empacotadas a vácuo, que estamos acostumados no Brasil - junto com uma boa mostarda preparada com ervas finas.

A primeira vez a gente nunca esquece, por isso repetimos diversas vezes e experimentamos, inclusive, as outras - Tipo Frankfurt, Tipo Húngara, Tipo Schubling, todas comumente encontradas em nossos mercados.


Preparamos estas grelhadas: alguns minutinhos e pronto. A carne de textura firme e saborosíssima, combinada com a mostarda fica melhor ainda. Neste dia a consumimos com mostarda escura, uma saladinha e algumas fatias de pão - este ao gosto de cada um.

Esse é o tipo de alimento, de fácil preparo, que se pode consumir nos dias que não temos tempo, dias de correria sabe? Sem perder o prazer e o sabor na hora de se alimentar.


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Alimentos semi prontos

Postado por: Marilia


Nos mudamos recentemente e, como o mercado imobiliário anda surtado, acabamos nos instalando na Zona Leste. Conclusão: o trabalho ficou longe. Muito longe.

Como temos uma filha, há uma preocupação em oferecer uma comidinha caprichada e ao mesmo tempo diversificada. É aí que quero dividir com vocês algumas preparações que tenho feito na cozinha que tem me ajudado - e muito - nessa vida louca que levamos.

Compro carne em pedaços em quantidade, preparo como de costume, deixo esfriar e distribuo em potinhos que etiqueto e congelo. Dá super certo com carne bovina, carne suína (pernil) e frango - sempre cozidos. Tiro do freezer e coloco direto na panela pré aquecida em fogo médio, vou adicionando água aos pouquinhos, conforme a necessidade. Daí vario com legumes, cebolas, molho de tomate...

Para os legumes as opções que dão mais certo são a couve flor, cenoura, vagem, espinafre, mandioquinha e ervilhas frescas. 
A couve aí da panelinha veio do sítio dos meus pais.
Separei os buques, limpei o talo, lavei e deixei de molho numa mistura de uma colher (sopa) de vinagre para cada litro de água por 10 minutos, o que ajudou a soltar a sujeirinhas. Lavei novamente e cozinhei no vapor até ficarem al dente (cozidas mas ainda firmes). 
Faço esse processo com os legumes escolhidos, dou um banho de água gelada, centrifugo, armazeno em saquinhos, etiqueto e congelo.

Uso no arroz - acrescento durante o cozimento, na metade do processo - em cozidos, sopas... mas sempre em preparações quentes. Salada não rola pois, ao descongelar ficam com textura "borrachuda" o que não é nada legal. Claro que não é igualzinho a uma preparação ali, na hora. Mas ajuda a acrescentar mais legumes no nosso dia a dia.

Tentei fazer o mesmo com brócolis, mas a textura não me agradou. Nesse caso, preparo da mesma forma, mas mantenho num pote fechado na parte mais alta - e mais fria - da geladeira, utilizando durante a semana.

Para as verduras, procuro comprar pouca quantidade. Lavo centrifugo conservo em saquinhos bem fechados. No caso da alface e escarola duram a semana toda!

Ah, outra coisa que faço que é uma mão na roda é cozinhar peito de frango e congelar desfiado. É ótimo para preparação de arroz de forno, rechear torta, salpicão... Descongelo no microondas. Cozinho logo  três (sem a pele) com um pouco de sal e folhas de louro. Congelo também parte do caldo para uma canja... fica ótima!

Embora pareça trabalhoso faço isso numa manhã e, como faço bastante, tenho congelados para dois ou até três meses. Vale a pena.

Basicamente é isso: para as refeições durante a semana o freezer tem se mostrado um grande amigo. 

Espero que possa ajudá-los.

Inté!



terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Bolo de Carne Moída

Postado Por: Marília

Esse é um prato super bacana para quando se recebe visita numerosa para o almoço ou jantar e se está com pouca grana: agrada a todos e rende que é uma beleza!

Preparei esse assim: coloquei em uma tigela grande aproximadamente 700g de carne magra moída. Acrescentei 2 dentes de alho socados e sem o broto, uma cebola grande picada, 1 ovo inteiro, sal, cheiro verde (muito), noz moscada e pimenta do reino moída na hora. Misturei com as mãos até que fosse possível ver o tempero salpicado pela carne.

Abri sobre a bancada um pedaço de filme plástico - por volta de uns 40cm - e fui distribuindo a carne sobre ele, espalmando com as mãos para deixá-la uniforme e com uma espessura fina (2cm).

Para o recheio distribuí lascas de muçarela, cortei fatias de bacon e, na falta de tomates, ralei cenoura e salpiquei um pouco de orégano.

Comecei a formar o rocambole a partir de um lado e, conforme fui enrolando, pressionava um pouco a carne com a ajuda do plástico. transferi para um refratário, pincelei um pouco de azeite por cima e levei para assar em forno alto, pré aquecido, até dourar.



Minhas considerações: 

- Como eu sempre coloco bacon como recheio, procuro diminuir no sal.

- Gosto de rechear com tomate para garantir uma carne suculenta, mas confesso que a cenoura também ganhou meu coração!
- Asso a carne sem cobrir com papel alumínio para que não fique rosa no meio e dar aquele aspecto de carne crua (o rosinha da foto é o meu lindo e carnudo bacon); 

- Com essa quantidade, almoçamos (repetimos) e ainda sobrou um tanto para a marmitinha (em casa somos em 3 ótimos de garfo).

- Comemos com purê de batatas e salada verde bem fresquinha. Delícia!

Bom apetite!





Carne de panela com grão de bico

Postado por:Marília




Um jeitinho de variar a carninha de sempre.

Limpei 1kg de acém. Temperei com alho socado, sal, pimenta do reino (moída na hora), uma colher (café) rasa de colorau e deixei descansar por uma hora.
Deixei a panela de pressão aquecer bem. Derramei um fio de óleo, acrescentei a carne e uma folha grande de louro. Deixei dourar bem de todos os lados da carne. Cobri com água quente, tampei e deixei cozinhar por aproximadamente 20 minutos após a panela começar a chiar. 

Na noite anterior, já tinha escolhido e deixado o grão de bico de molho na geladeira. Cozinhei na panela de pressão com um tico de sal e uma folha de louro. Removi as peles e reservei.

Com a carne já macia, deixei o molhinho que se formou no fundo da panela reduzir um pouco, acrescentei uma cebola picada e deixei refogar. Acrescentei uma lata de tomates pelados e deixei o molho apurar mais um pouco. Acertei o sal, juntei o grão de bico e finalizei com muito cheiro verde.

Servi com arroz branco fresquíssimo. E foi. 

Minhas considerações: você pode usar a carne que preferir; o grão de bico pode ser cozido em quantidade e congelado, o que facilita em muito a vida da gente. Mesma coisa com esta preparação pronta: coloque em um potinho e etiquete. Dura até 3 meses.

Bom apetite!




segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Pastéis de Angu

Postado por: Marília


Meu pai, Seu Paulo, é mineiro, atleticano-corinthiano e grande contador de causos. 

Embora tenha tido uma infância pobre, nos faz rir contando suas peripécias de menino do interior.
Começou a trabalhar cedo e, num bar de sua cidade natal - Nova Era - vendia os tais pastéis, preparados por minha linda tia Fany. Seus olhos se enchem de nostalgismo ao falar do quitute, que comia regado a grapette.
Uma vez eu e minha mãe tentamos fazê-lo mas foi um fiasco.
Anos se passaram e, por conta do bloglito, me propus ao desafio e num é que consegui?  \o/

um close do pastelzim


Comecei pelo recheio: refoguei mais ou menos 250g de carne moída magra em óleo. Acrescentei meia cebola picada, 2 dentes de alho (sem o broto e socados), refogando bem após cada adição. Finalizei com sal, pimenta do reino e cebolinha. Deixei esfriar.

Em uma panela coloquei 2 copos (200ml) de fubá, 2 copos (200ml) de água fria, 2 colheres (sopa) óleo e misturei bem. Acrescentei um cubinho de caldo de legumes esfarelado. Levei para cozer em fogo brando, sem parar de mexer até engrossar. Cozinhei por mais 2 minutos e retirei do fogo. Transferi o angu para uma bacia grande e deixei esfriar um pouco (ao ponto de suportar o calor com as mãos). Acrescentei 1/2 xícara de polvilho peneirado e sovei a massa até ficar homegênea. Acrescentei 1 ovo  e sovei mais um pouco. Nesse ponto a massa ficou meio grudenta. Formei uma bola e deixei descansar por 10 minutos. Comecei a trabalhar o angu formando bolinhas (do tamanho de ping-pong). Como a massa grudava um pouco, deixei uma tigelinha com um pouquinho de água perto e, conforme havia necessidade, umedecia as mãos. Depois formei uma cumbuquinha onde depositei o recheio, fechei e modelei os pasteizinhos. Repeti a operação até terminar a massa.

Em uma frigideira grande, coloquei aproximadamente 3 dedos de óleo para aquecer em fogo médio baixo. Quando já estava quentinho (testei com a palma da mão sobre a frigideira) fui acrescentando os pastéis (no máximo de cinco em cinco) sem mexer, até que se soltassem do fundo. Virei e deixei fritar do outro lado. Escorri em papel absorvente.




Minhas considerações: é um prato rústico e diferente. Eu amei! 
Pode-se variar o recheio com linguiça, bacon (devidamente fritos), couve com tomate, carne de porco, queijo de qualho. Há versão doce: goiabada com queijo, banana com canela - para tanto, dispense o tempero da massa e acrescente de uma a duas colheres (sopa) rasas de açúcar.
Eles não douram muito, como pode-se ver pela foto. Portanto não deixe fritar por muito tempo; caso contrário, a casquinha se romperá e o pastelzinho ficará gorduroso.


Comi os meus pasteizinhos com molhinho de pimenta e uma(s) cerveja(s) geladíssima(s). Delícia!

Ah! Em breve pretendo preparar este regalo para meu pai.

Bom apetite!

Panzanella

Postado por: Marília





Panzanella ou Panmolle é uma salada originária da região da toscana, que tem como base pão amanhecido e, a partir daí as combinações são as mais variadas: tomates, abobrinhas, cebolas, azeitonas, folhas dos mais diversos tipos, queijos e o que mais tiveres a fim. A minha versão foi mais singela, mas não menos deliciosa.

 Comecei cortando uma sobra de pão italiano em cubos. Coloquei-os em uma assadeira, reguei com azeite,  sal e orégano. Como já estava com uma preparação no forno, coloquei para assar, mas poderia ser feito na frigideira tranquilamente. Deixei que dourasse levemente, retirei do forno e deixei esfriar. Transferi os cubinhos para uma tigela funda e acrescentei  tomatinhos cortados ao meio  e lascas de azeitonas. Para o molho usei meio limão, sal, salsinha (já que não tinha manjericão...) e muito azeite. 

Para os dias quentes que se aproximam não penso em melhor refeição.

Realmente há felicidade nas coisas simples. 

Bom apetite.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Pimentões Temperados - Antepasto

Postado por: Marília


Não tenho o hábito de usar pimentão nas preparações aqui de casa. Compro apenas para utilizações pontuais. 
Como meus pais são sitiantes - plantam e comercializam sua produção - quando dão uma chegadinha para visitar-nos, trazem uma feira inteira para nossa casa: tanto em variedade como quantidade. Consegui dar destino na maior parte das itens (em breve postarei) mas os pimentões...estavam  os três entristecendo na fruteira.
Daí que procurando uma outra receita me deparei com os Pimentões Temperados e voilà!

Saboreando os pimentões com fatias do meu pãozinho... que vida triste meu Deus!

Lavei os pimentões, sequei e levei-os a chama do fogão para queimar e poder soltar a pele (que é super indigesta). Retirada a pele, cortei a parte superior, extraí as sementes. Abri e eliminei as fibras internas. Cortei em tiras de meio centímetro no sentido do comprimento e reservei em uma tigela. Fatiei meia cebola, acrescentei lascas de azeitona preta e temperei com um tantinho alho frito, sal, orégano, salsa desidratada, folhinhas de manjericão fresco (bem pouquinho pois ele é muito aparecido...) um tiquinho de vinagre e reguei com bastante azeite. Misturei delicadamente e foi.

Delícia!!



(Tô aqui pensando que posso utilizá-los para compor uma saladona bem da boa, né? Mas isso e assunto para outro post).

Bom apetite!

A receita que me inspirou é  da coleção Cozinha Regional Brasileira, Espírito Santo vol. 07, pág. 116,

Frango Crocante

Postado por: Marilia

Na medida do possível, prefiro fazer as coisas em casa. Mas tem sempre uma ou outra que, por mais que a gente tente, não ficam iguais. 
Sabe aquela casquinha crocante, que chia quando mordemos um empanado? Para mim sempre foi um enigma. Até agora. Pois descobri o segredinho \o/.

Embora as fotos não tenham ficado lá aquelas coisas, posso afirmar que o franguinho por outro lado... ficou divino!


Limpei e lavei em água corrente cerca 600 g de drumetes (as coxinhas da asa do frango). Temperei com sal, alho socado, salsa desidratada, orégano, pimenta do reino, vinagre e deixei marinar de um dia para o outro. Escorri o líquido que se acumulou no fundo da tigela. Reservei.

Acendi o forno em temperatura média-alta. Em um saco plástico resistente, triturei com a ajuda de um rolo de macarrão cerca de 150g de flocos de milho (tipo sucrilhos) sem açúcar. Acrescentei à farinha, uma pitada de sal, alho desidratado (uma colher de café) e uma pitadinha de salsa desidratada e orégano. Sacudi bem e despejei a mistura em um prato fundo e grande. Banhei as coxinhas no ovo e depois passei na farinha apertando-as bem, para aderir. Acomodei-as num refratário, dando espaço de 3 dedos entre uma e outra. Levei para assar até ficarem bem douradinhas - coisa de 40 minutos.

Minhas considerações: utilizei o rolo de macarrão para não triturar demais os flocos e correr o risco de perder o croc-croc que estava buscando. Caso tenha um pouco de pressa no preparo, recomendo que retire a pele do frango para que o tempero penetre na carne. Na próxima, farei com peito de frango (tipo nuggets)





Bom apetite!

Pão Caseiro - tipo italiano

Postado por: Marília

Já fazia algum tempo que não me arriscava a fazer um pãozinho aqui em casa.
Não que meus pães não sejam bons - modéstia a parte, são ótimos - mas a correria do dia a dia andou me desmotivando.
Nesse domingo resolvi quebrar esse marasmo e fiz esse pão delicioso:

Quentinho, macio com um pouco de manteigas = amor!

Comecei fazendo a "espoja": numa tigelinha coloquei duas colheres (sopa) de farinha de trigo, uma colher (sopa) de açúcar, um envelope de fermento para pão seco e 4 colheres (sopa) de água morna. Misturei tudo e deixei descansar por 15 minutos aproximadamente - essa massinha cresce bastante.

Numa bacia grande, coloquei 1 kg de farinha de trigo, abri um buraco no meio e, ao redor, acrescentei uma colher (sopa) de sal. no centro, acrescentei a "esponja" e 4 colheres de azeite. Comecei a misturar os ingredientes com as mãos e, aos poucos, fui agregando coisa de 3 xícaras (chá) de água morna. Continuei misturando até o ponto que a massa desgrudou das mãos. Daí passei-a para uma superfície enfarinhada e sovei-a por 5 minutos. Devolvi para a bacia e deixei descansar até dobrar de volume. Sovei mais um pouquinho, modelei os pães (duas unidades) acomodei-os em uma assadeira untada e enfarinhada e deixei descansar por 20 minutos. Assei em forno pré-aquecido a 180ºC até ficarem lindamente dourados. E o mais bacana dessa receita é que ele fica cascudo - naquele ponto que, ao bater com os nós dos dedos se ouve um toc-toc, sabe?

Minhas considerações: o ponto crucial desse e de qualquer outro pão que você se proponha a fazer é a temperatura dos líquidos: sempre mornos. Quente demais, eles matam os "bichinhos" do fermento que farão a mágica do crescimento no seu pãozinho.  Outra dica importante é a de que a massa descanse em local quentinho, como o forno (desligado e frio!!) por exemplo. É um local fechado que propiciará calor suficiente para o crescimento. 



Rendeu dois pães grandes que duraram três dias. No dia seguinte ele já não estava cascudo, porém bem macio e úmido. Delícia!

Passe um café fresquinho e divida esse carinho com quem você ama.

Bom apetite!

Receita extraída do site: http://gastronomismo.com/2012/08/06/pao-italiano/

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Salada Russa

Postado por: Maríllia

Salada russa é uma salada de maionese mais incrementada. é uma delícia para os dias mais quentes.

A minha montei assim: 2 beterrabas, 2 batatas e 1 cenoura, tudo cozido e cortado em cubos. Temperei com cebola cortada bem fininha, 1 dente de alho socado, sal, maionese (da boa), acrescentei meia lata de ervilhas e salsinha.
Ficou assim ó:



Minhas considerações: na receita original vão cubos de frango cozidos misturados a salada. Eu prefiro o filezinho grelhado...
As beterrabas que utilizei eram pequenas, mais doces. Acrescentei-as por último para não "tingir" toda salada. 

Sirva geladinha.

Bom apetite!

Receita extraída da coleção Cozinha Regional Brasileira, Paraná vol. 11, pág. 48..

sábado, 23 de novembro de 2013

Legumes Assados

Postado por: Marília

Sem ideia de como sair do arroz com feijão de cada dia?

Vem comigo...


Que tal essas batatas assadas?



Fiz assim (tudo à olho): batatas sem casca (cortei em quatro), ervas desidratadas (usei orégano e salsinha), alho socado (sem o broto), pimenta do reino, noz moscada, azeite, sal à gosto e forno - até as batatas dourarem e ficarem macias.


Querendo algo mais diferente ainda? Erva doce assada!




Despetalei o bulbo de uma erva doce, lavei em água corrente e cortei em lascas. Temperei com alho socado (sem o broto), sementes de erva doce (coisa perto de uma colher de chá), meio limão, pimenta do reino, azeite, sal a gosto e forno por aproximadamente 20 minutos.


Minhas considerações: ao escolher a erva doce, prefira as menores - as maiores são mais fibrosas. 
Se quiser uma versão mais rústica das batatas, prepare-as com a casca. Fica uma delícia! Pode também variar o sabor substituindo as ervas: alecrim, tomilho, sálvia... solte sua imaginação.!

Sirva acompanhado do que você preferir. Se tiver um vinho então... vai ser a glória!



Bom apetite!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Farfalle ao Molho de Gorgonzola

Postado por: Marília



De sabor forte e pronunciado, o gorgonzola é quele tipo de queijo que ou você odeia ou ama. Aqui em casa eu e o amó curtimos bastante. 
A princípio tínhamos comprado o queijinho para uma pizza. Como acabou sobrando um tantinho, fiz essa massa que ficou delícia!



 Decifra-me ou... devoro-te!!

Iniciei colocando a água do macarrão para ferver - que posteriormente cozinhei, conforme as orientações do fabricante e reservei.  Enquanto isso, fiz o molho: em uma panela, derreti uma colher (sopa)  de manteiga com um fio de azeite (para não queimar a manteiga). Refoguei uma cebola pequena beeemmm picadinha até dourar. Retirei a panela do fogo e acrescentei uma colher (sopa) de farinha de trigo. Acrescentei coisa de 300ml de leite e misturei bem (essa etapa é importante, para não empelotar. O fato da panela estar fora do fogo já ajudará bastante). Voltei com a panela para o fogo e, mexendo sempre, cozinhei até engrossar. Acrescentei uma lata de creme de leite com o soro, meia xícara de queijo parmesão, 1 xícara de mussarela, meia xícara de gorgonzola - não coloquei muito, pois é um queijo exibido, se exagerar ele domina! -  mexendo bem após cada adição, temperei com um bocadinho de pimenta do reino e noz moscada moídas na hora e acertei o sal. Ao final do cozimento, o molho ficou bem encorpado para o meu gosto, então afinei-o com leite, acrescentando aos poucos, até chegar ao ponto que eu queria. Finalizei com salsinha e servi imediatamente.



Bom apetite!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Panquecas Americanas

Postado por: Marilia








Esta é uma receita bem comum aqui em casa. Quando temos um pouquinho mais de tempo, geralmente aos finais de semana ou feriados, é que nos permitimos saborear essa delícia. 


Iniciei colocando a frigideira para aquecer na chama do fogão, com fogo médio. Em uma tigela coloquei 1 1/4 xícara (chá) de farinha de trigo, 1 colher (sopa) de açúcar, 1 pitada de sal e 3 colheres (chá) de fermento em pó. Misturei bem. Em outra tigela, 2 colheres de manteiga ou margarina, 2 ovos e 1 xícara de leite. Misturei bem (com a ajuda de um fuet). Juntei os líquidos aos secos - a massa fica bem encorpada.


Untei a frigideira com óleo (deve ficar bem sequinha para não encharcar as panquecas) e fui adicionando a massa às colheradas (assim você pode ajustar de acordo com o tamanho que preferir). Deixei "fritar" até criar bolhas na parte de cima. Virei com a ajuda de uma espátula. 

Minhas considerações: Para manter as panquecas quentinhas, coloco um prato sobre uma panela com água, em fogo baixo, e vou reservando-as ali.  Essa receita tem um sabor neutro, portanto você pode se esbaldar com calda de chocolate, geleia, queijo cremoso, manteiga... enfim, as possibilidades são muitas! Nessa quantidade de massa, dá para quatro pessoas comerem e ficarem bem felizes.






É ou não é carinho em porções?



Bom apetite!

Moussaka - uma das minhas versões


Postado por: Marília

A moussaka é um prato típico grego que, na versão original, é composta de berinjela, batata, carne de cordeiro e molho bechamel. A minha versão é a prima pobre - e mais à italiana. Mas em sabor... não deixou nada a desejar. Saca só:




Fiz a minha moussaka assim: cortei 4 berinjelas no sentido do comprimento e as mantive imergidas em água com vinagre para não escurecerem. Numa frigideira bem quente grelhei as fatias com um fio de óleo. Reservei. Na mesma frigideira, refoguei no azeite coisa de 500 g de carne moída (usei patinho). Quando já estava sequinha, acrescentei uma cebola grande picadinha, 2 dentes de alho socados (sem o broto) e deixei refogar mais um pouco. Acrescentei sal, pimenta e uma lata de tomates pelados. Deixei apurar. Acertei o sal e finalizei com lascas de azeitonas pretas e salsinha.
Em um pirex grande e untado com azeite, alternei as camadas: berinjela grelhada, o refogado de carne e queijo muçarela (como me dói escrever muçarela!). Finalizei com parmesão ralado e levei ao forno alto para gratinar.

Sirva com a salada da sua preferência e um vinho gostoso.

Bom apetite!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Geleia de Morangos

Postado por: Marília





Morangos maduros + açúcar + fogo brando = amor.


Faço minha geleia mais pedaçuda como vocês podem observar, pois gosto de deixá-la multiuso: para comer com pão, para cobertura de sorvete, panquecas (americanas) e com o que mais minha imaginação - e apetite - permitirem. Eu prefiro ela mais azedinha, então para cada caixinha de morango uso 1/4 xícara (chá) de açúcar. Guardo em vidro esterilizado e, se chegar até lá, dura uma semana na geladeira.

Bom apetite.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Empadão Cremoso

Postado por: Marília

Sabe aquela empada com massa que derrete na boca e o recheio é a glória de tão cremoso? 
Ei-la! 

 Um close...

A execução é um pouquinho trabalhosa, mas vale muito a pena

Faça primeiro o recheio: cozinhe 2 peitos de frango e desfie. Refogue o recheio como de sua preferência - eu usei cebola (2 unidades bem picadinhas) alho (2 unidades socados), colorau, cheiro verde, sal e pimenta. Depois de refogado, acrescente uma mistura de 500ml de leite com 3 colheres de farinha de trigo. incorpore bem ao frango e deixe cozinhar, em fogo baixo, até engrossar - aproximadamente 5 minutos. Deixe esfriar.

Numa vasilha misture 500g de farinha de trigo, 250g de margarina, 3 ovos e 2 colheres (chá) de sal. Amasse bem todos os ingredientes com as mãos, até que a massa fique homogênea. Divida a massa em 3 partes: com uma parte forre o fundo de uma assadeira (que não precisará ser untada). com a outra parte, forre as laterais. Feito isso, com um garfo faça furinhos em toda a superfície da massa. Disponha o recheio de frango e sobre ele 300g de requeijão. Com a outra parte da massa cubra o empadão. Pincele com uma gema e leve para assar em forno médio (pré aquecido) até dourar.





Minhas considerações: na minha massa eu utilizo metade da medida de banha e metade de margarina. Costumo cozinhar o frango com folhas de louro, o que já soma sabor. 

Sirva acompanhado de salada verde e aguarde muitos elogios!

Bom apetite.


sábado, 16 de novembro de 2013

Galinhada - à minha moda

Postado por: Marilia




A galinhada que proponho à vocês não é a receita original: primeiro que não é feita com galinha (mas com o franguinho do mercado...) e foi adaptado conforme o gosto do pessoal de casa. É um prato único e democrático. É uma comida que lembra casa, acalenta. Sou fã.

Então, para quatro pessoas (comerem e ficarem felizes...)

700g de frango (aproximadamente)
2 xícaras de arroz
cebola picada
alho
salsinha
cebolinha
pimenta do reino
1 tablete de caldo de legumes
cenoura picada em cubos - de 1x1 cm aproimadamente
folha de louro
sal
água quente

Eu costumo usar sobrecoxas . Tempero com antecedência (isso faz toda a diferença): retiro a pele, lavo em água corrente, escorro. Acrescento o sal, limão ou vinagre, pimenta e alho. Deixo descansar por 1 hora pelo menos.
Levo ao fogo uma caçarola grande - de fundo grosso - até que fique bem quente. Acrescento um fio de óleo e começo a fritar o frango. Essa etapa é importante: o frango deve ficar bem douradinho e dar aquela pegadinha no fundo da panela, sabe? É esse fundinho que vai dar todo o sabor pro arroz. Mas atenção: é uma pegadinha, não é pra deixar queimar, hein! 
Uma vez dourado o frango, retire-o da panela, acrescente a cebola fritando-a até dourar (nessa etapa, o fundinho da panela começará desprender-se), some o alho, doure mais um pouco, acrescente a cenoura, o arroz e misture bem. Devolva o frango para a panela, acomodando-o de forma que ao acrescentar a água, esteja bem coberto (se quiser medir, 5 xícaras de água quente será o suficiente). Acrescente as folhas de louro e o caldo de legumes diluído. Tampe e deixe cozinhando em fogo médio até a água secar. Finalize com a salsinha e a cebolinha.


Minhas considerações: 

- um segredinho para o franguinho ficar com uma cor linda: acrescente açúcar no momento da fritura (uma colherinha de chá é o suficiente); 

- a quantidade de água para o cozimento pode variar (dependendo da marca do arroz que usas, por exemplo). Então, recomendo que inicie com 4 xícaras (chá) e, caso aja necessidade acrescente mais. Em casa gostamos do arroz al dente, mas se preferes mais cozidinho, coloque um pouco mais de água. 



Coma acompanhado de pimenta, uma caipirinha e de quem você ama.

P.S. O preparo desse prato carece de vigília. Nada de abandonar a panela e ir para o Facebook, hein!?


Bom apetite!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Doce de Leite Azedo

 postado por: Marília


Sabe aqueles doces de vó, de textura macia e que perfumam a casa? Esse é o doce. 
A receita é barata, porém exigirá paciência - de vó - para o cozimento. Mas, se você resistir bravamente, garanto que valerá a pena.



Você precisará de:

2 litros de leite integral
1 limão
as raspas desse limão
de 1 a 2 xícara (chá) de açúcar
canela em pau
paciência

Em uma panela funda levei coisa de 2 xícaras do leite ao fogo até iniciar a fervura, daí espremi o limão para azedá-lo. Acrescentei o restante do leite, a canela (usei dois pauzinhos), as raspinhas do limão e o açúcar. Misturei bem, abaixei o fogo - ao mínimo - para cozinhar. 

Minhas considerações: 

no meu doce usei 1 xícara de açúcar que, para o meu paladar, é o suficiente. Sugiro que comece com uma xícara e, conforme o doce for apurando, acrescente mais açúcar se assim quiseres.

como o cozimento é longo, não há necessidade de ficar "pajeando" a panela. Você pode dar uma espiadinha cada 20 ou 30 minutos, dando uma boa mexida por vez até reduzir pela metade. Daí a cada 15 minutos, pois é agora que o açúcar e o fogo iniciarão sua mágica: o doce começará a dourar e a encorpar. Aqui em casa gostamos da versão mais "sequinha", o que exige um pouco mais de tempo de fogo. Mas aí vale o gosto do freguês! O tempo total de cozimento do meu doce foi de 2h30min.  E ficou com essa carinha ó:

  
"Trem bom dimais da conta!" 


Ah, só pra piorar a situação, sirva acompanhado de queijo fresco...

você pode variar o sabor do doce fazendo substituições: cravo-da-índia, anis estrelado, raspinhas de laranja (no caso das raspas de fruta: atenção para não raspar a parte branca - ela deixará o seu lindo doce amargo!).

Conserve na geladeira, potinho fechado.


Bom apetite.

Pão de Queijo (com Tapioca)

Postado por: Marília



Não conheço uma pessoa sequer que não se renda ao sabor e aroma de pão de queijo recém saído do forno!


Essa receita é super simples e, mesmo quem não tem muita habilidade, executará a receita facilmente. Sente o drama:


Cascudinho por fora, macio por dentro... muito sacrifício!!



Fiz da seguinte forma: em uma panelinha coloquei 3 xícaras de leite, uma colher de chá de sal e uma xícara de óleo. Levei ao fogo até ferver. Em uma tigela grande, juntei esses líquidos a 1 1/2 xícara de tapioca granulada, mexi bem e deixei esfriar. Acrescentei 2 ovos, 1 xícara de polvilho doce, 1 xícara de queijo parmesão ralado, mexendo bem após cada adição. Ajustei o sal. Untei duas formas com manteiga e, com as mãos untadas, comecei a modelar as bolinas. Levei para assar em forno pré-aquecido a 180 º até ficarem levemente douradas - o que levou uns 30 minutos aproximadamente.


P.S.: durante o tempo de hidratação da tapioca é interessante mexer de vez em quando, se possível com a ajuda de um fuet. Ela fica empelotada, portanto mexa sem dó!



Receita extraída da coleção Cozinha Regional Brasileira, São Paulo vol. 4, pág. 146.


*** tentei congelar os pães para assá-los posteriormente. Não deu certo. Então é fazer a massinha e assar na mesma hora***