quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O Livro das Conservas

Imagem da internet

Numa tarde passeando por uma livraria com minha família, me deparei com este livro e foi amor a primeira vista. 




Possui várias técnicas e receitas para a elaboração de conservas doces e salgadas (de frutas e legumes), licores, defumação de carnes e peixes  - tudo muito bem explicadinho. 

A autora ainda dá dicas de conservação dos alimentos a serem utilizados nas preparações e de harmonização de especiarias para garantir mais sabor as conservas. As fotos são uma inspiração!

Meu exemplar, comprei na Livraria Curitiba e paguei R$ 56,00. Valeu a pena.


O Livro das Conservas é de Lynda Brown. Editora Publifolha.

Não ganhei nem um centavo por esta publicação. É uma dica pessoal.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Ceviche

Postado por: Marília

Ceviche é um prato típico peruano que tem por base peixe marinado em suco de limão.
Ótima pedida para variar o petisco nesse verão que promete.




Em uma tigela fui depositando os seguintes ingredientes:
Dois filés grandes de Saint Peter filetados, uma cebola roxa picada, 3cm de gengibre ralado (com o sumo), 2 pimentas vermelhas picadas (sem a semente), suco de 3 limões, 1 colher (sopa) de shoyo, cebolinha picada e sal. Misturei e deixei descansar na geladeira. 
Comemos com tortillas que eu mesma fiz - que não deram o ponto certo pois, ao contrário da original, ficaram crocantes porém deliciosas! 


Minhas considerações: o ceviche tem que ser picante. Se você não é chegado em pimenta, vá acrescentando aos poucos e experimentando até chegar num ponto que te agrade. 
É um prato leve. Bem a cara do verão. 
Fiz  mais "picadinho" para poder comer com as "tortillas". 
O ardidinho combina super com cervejota geladíssima!

Num põe reparo que as fotos sairam com data, tá?


Bom apetite!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Brownie

Postado por: Marília

De forma simplista, brownie é um bolo de chocolate sem fermento.
Na forma elaborada, brownie é carinho em porção. 
É do tipo de doce para se comer cercada daqueles que se ama.
É um bolo de chocolate que aquece o coração e abre sorrisos de contentamento.


Este da foto fiz assim:
Em uma panelinha derreti uma barra e meia de chocolate meio amargo com 100g de manteiga (sem sal) em fogo brando. Reservei.
Numa tigela, bati muito bem 2 ovos, 1 xícara (chá) de açúcar e 1 colher (chá) de baunilha. Juntei a esse creme a mistura de chocolate, 1/2 xícara (chá) de nozes picadas (grosseiramente) e 3/4 xícara (chá) de farinha de trigo peneirada. Misturei bem após cada adição.
Derramei a mistura em uma forma pequena, untada e enfarinhada com chocolate em pó (sem açúcar). Levei para passar em forno pré aquecido a 180ºC por aproximadamente 30min. 

Desliguei o forno e deixei esfriar por mais ou menos 10min antes de servir.

O resultado é um bolo de casquinha crocante e recheio cremoso. 

O perfume que tomou a casa então... incrível!

Minhas considerações: usei barra de chocolate de 130g. 
A receita original, pedia 1 1/2 de açúcar; prefiro com menos açúcar. 
Atenção ao tempo de forno para não comprometer a cremosidade do bolo. Se assar demais ficará mais seco. 
Este, servi como lanche da tarde. Para sobremesa, sirva-o ainda quente acompanhado de uma bola de sorvete. Você será amado(a) para sempre!

Bom apetite!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Salsichas

Postado por: Luis

Esse é um dos alimentos mais populares do mundo, vá onde vá, você encontrará salsicha. Cada país/lugar tem pelo menos uma receita. Nós em casa nunca fomos, se é que posso dizer isso, muito fãs deste alimento embutido. E eu particularmente, tenho uns 2 ou 3 motivos (histórias pra depois). 

Como muitas outras coisas, existe muito tabu e até ignorância a respeito. Chega um momento que precisamos derrubar os tabus e desmistificar tudo isso. Neste caso foi muito bom, prazeroso e saboroso.


Quando criamos coragem escolhemos logo a weisswurst - esse é o nome para a salsicha branca - isso mesmo a mais improvável para se experimentar! Considerando as imposições para nosso gosto, costume e convivência - com as vermelhinhas empacotadas a vácuo, que estamos acostumados no Brasil - junto com uma boa mostarda preparada com ervas finas.

A primeira vez a gente nunca esquece, por isso repetimos diversas vezes e experimentamos, inclusive, as outras - Tipo Frankfurt, Tipo Húngara, Tipo Schubling, todas comumente encontradas em nossos mercados.


Preparamos estas grelhadas: alguns minutinhos e pronto. A carne de textura firme e saborosíssima, combinada com a mostarda fica melhor ainda. Neste dia a consumimos com mostarda escura, uma saladinha e algumas fatias de pão - este ao gosto de cada um.

Esse é o tipo de alimento, de fácil preparo, que se pode consumir nos dias que não temos tempo, dias de correria sabe? Sem perder o prazer e o sabor na hora de se alimentar.


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Alimentos semi prontos

Postado por: Marilia


Nos mudamos recentemente e, como o mercado imobiliário anda surtado, acabamos nos instalando na Zona Leste. Conclusão: o trabalho ficou longe. Muito longe.

Como temos uma filha, há uma preocupação em oferecer uma comidinha caprichada e ao mesmo tempo diversificada. É aí que quero dividir com vocês algumas preparações que tenho feito na cozinha que tem me ajudado - e muito - nessa vida louca que levamos.

Compro carne em pedaços em quantidade, preparo como de costume, deixo esfriar e distribuo em potinhos que etiqueto e congelo. Dá super certo com carne bovina, carne suína (pernil) e frango - sempre cozidos. Tiro do freezer e coloco direto na panela pré aquecida em fogo médio, vou adicionando água aos pouquinhos, conforme a necessidade. Daí vario com legumes, cebolas, molho de tomate...

Para os legumes as opções que dão mais certo são a couve flor, cenoura, vagem, espinafre, mandioquinha e ervilhas frescas. 
A couve aí da panelinha veio do sítio dos meus pais.
Separei os buques, limpei o talo, lavei e deixei de molho numa mistura de uma colher (sopa) de vinagre para cada litro de água por 10 minutos, o que ajudou a soltar a sujeirinhas. Lavei novamente e cozinhei no vapor até ficarem al dente (cozidas mas ainda firmes). 
Faço esse processo com os legumes escolhidos, dou um banho de água gelada, centrifugo, armazeno em saquinhos, etiqueto e congelo.

Uso no arroz - acrescento durante o cozimento, na metade do processo - em cozidos, sopas... mas sempre em preparações quentes. Salada não rola pois, ao descongelar ficam com textura "borrachuda" o que não é nada legal. Claro que não é igualzinho a uma preparação ali, na hora. Mas ajuda a acrescentar mais legumes no nosso dia a dia.

Tentei fazer o mesmo com brócolis, mas a textura não me agradou. Nesse caso, preparo da mesma forma, mas mantenho num pote fechado na parte mais alta - e mais fria - da geladeira, utilizando durante a semana.

Para as verduras, procuro comprar pouca quantidade. Lavo centrifugo conservo em saquinhos bem fechados. No caso da alface e escarola duram a semana toda!

Ah, outra coisa que faço que é uma mão na roda é cozinhar peito de frango e congelar desfiado. É ótimo para preparação de arroz de forno, rechear torta, salpicão... Descongelo no microondas. Cozinho logo  três (sem a pele) com um pouco de sal e folhas de louro. Congelo também parte do caldo para uma canja... fica ótima!

Embora pareça trabalhoso faço isso numa manhã e, como faço bastante, tenho congelados para dois ou até três meses. Vale a pena.

Basicamente é isso: para as refeições durante a semana o freezer tem se mostrado um grande amigo. 

Espero que possa ajudá-los.

Inté!



terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Bolo de Carne Moída

Postado Por: Marília

Esse é um prato super bacana para quando se recebe visita numerosa para o almoço ou jantar e se está com pouca grana: agrada a todos e rende que é uma beleza!

Preparei esse assim: coloquei em uma tigela grande aproximadamente 700g de carne magra moída. Acrescentei 2 dentes de alho socados e sem o broto, uma cebola grande picada, 1 ovo inteiro, sal, cheiro verde (muito), noz moscada e pimenta do reino moída na hora. Misturei com as mãos até que fosse possível ver o tempero salpicado pela carne.

Abri sobre a bancada um pedaço de filme plástico - por volta de uns 40cm - e fui distribuindo a carne sobre ele, espalmando com as mãos para deixá-la uniforme e com uma espessura fina (2cm).

Para o recheio distribuí lascas de muçarela, cortei fatias de bacon e, na falta de tomates, ralei cenoura e salpiquei um pouco de orégano.

Comecei a formar o rocambole a partir de um lado e, conforme fui enrolando, pressionava um pouco a carne com a ajuda do plástico. transferi para um refratário, pincelei um pouco de azeite por cima e levei para assar em forno alto, pré aquecido, até dourar.



Minhas considerações: 

- Como eu sempre coloco bacon como recheio, procuro diminuir no sal.

- Gosto de rechear com tomate para garantir uma carne suculenta, mas confesso que a cenoura também ganhou meu coração!
- Asso a carne sem cobrir com papel alumínio para que não fique rosa no meio e dar aquele aspecto de carne crua (o rosinha da foto é o meu lindo e carnudo bacon); 

- Com essa quantidade, almoçamos (repetimos) e ainda sobrou um tanto para a marmitinha (em casa somos em 3 ótimos de garfo).

- Comemos com purê de batatas e salada verde bem fresquinha. Delícia!

Bom apetite!





Carne de panela com grão de bico

Postado por:Marília




Um jeitinho de variar a carninha de sempre.

Limpei 1kg de acém. Temperei com alho socado, sal, pimenta do reino (moída na hora), uma colher (café) rasa de colorau e deixei descansar por uma hora.
Deixei a panela de pressão aquecer bem. Derramei um fio de óleo, acrescentei a carne e uma folha grande de louro. Deixei dourar bem de todos os lados da carne. Cobri com água quente, tampei e deixei cozinhar por aproximadamente 20 minutos após a panela começar a chiar. 

Na noite anterior, já tinha escolhido e deixado o grão de bico de molho na geladeira. Cozinhei na panela de pressão com um tico de sal e uma folha de louro. Removi as peles e reservei.

Com a carne já macia, deixei o molhinho que se formou no fundo da panela reduzir um pouco, acrescentei uma cebola picada e deixei refogar. Acrescentei uma lata de tomates pelados e deixei o molho apurar mais um pouco. Acertei o sal, juntei o grão de bico e finalizei com muito cheiro verde.

Servi com arroz branco fresquíssimo. E foi. 

Minhas considerações: você pode usar a carne que preferir; o grão de bico pode ser cozido em quantidade e congelado, o que facilita em muito a vida da gente. Mesma coisa com esta preparação pronta: coloque em um potinho e etiquete. Dura até 3 meses.

Bom apetite!




segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Pastéis de Angu

Postado por: Marília


Meu pai, Seu Paulo, é mineiro, atleticano-corinthiano e grande contador de causos. 

Embora tenha tido uma infância pobre, nos faz rir contando suas peripécias de menino do interior.
Começou a trabalhar cedo e, num bar de sua cidade natal - Nova Era - vendia os tais pastéis, preparados por minha linda tia Fany. Seus olhos se enchem de nostalgismo ao falar do quitute, que comia regado a grapette.
Uma vez eu e minha mãe tentamos fazê-lo mas foi um fiasco.
Anos se passaram e, por conta do bloglito, me propus ao desafio e num é que consegui?  \o/

um close do pastelzim


Comecei pelo recheio: refoguei mais ou menos 250g de carne moída magra em óleo. Acrescentei meia cebola picada, 2 dentes de alho (sem o broto e socados), refogando bem após cada adição. Finalizei com sal, pimenta do reino e cebolinha. Deixei esfriar.

Em uma panela coloquei 2 copos (200ml) de fubá, 2 copos (200ml) de água fria, 2 colheres (sopa) óleo e misturei bem. Acrescentei um cubinho de caldo de legumes esfarelado. Levei para cozer em fogo brando, sem parar de mexer até engrossar. Cozinhei por mais 2 minutos e retirei do fogo. Transferi o angu para uma bacia grande e deixei esfriar um pouco (ao ponto de suportar o calor com as mãos). Acrescentei 1/2 xícara de polvilho peneirado e sovei a massa até ficar homegênea. Acrescentei 1 ovo  e sovei mais um pouco. Nesse ponto a massa ficou meio grudenta. Formei uma bola e deixei descansar por 10 minutos. Comecei a trabalhar o angu formando bolinhas (do tamanho de ping-pong). Como a massa grudava um pouco, deixei uma tigelinha com um pouquinho de água perto e, conforme havia necessidade, umedecia as mãos. Depois formei uma cumbuquinha onde depositei o recheio, fechei e modelei os pasteizinhos. Repeti a operação até terminar a massa.

Em uma frigideira grande, coloquei aproximadamente 3 dedos de óleo para aquecer em fogo médio baixo. Quando já estava quentinho (testei com a palma da mão sobre a frigideira) fui acrescentando os pastéis (no máximo de cinco em cinco) sem mexer, até que se soltassem do fundo. Virei e deixei fritar do outro lado. Escorri em papel absorvente.




Minhas considerações: é um prato rústico e diferente. Eu amei! 
Pode-se variar o recheio com linguiça, bacon (devidamente fritos), couve com tomate, carne de porco, queijo de qualho. Há versão doce: goiabada com queijo, banana com canela - para tanto, dispense o tempero da massa e acrescente de uma a duas colheres (sopa) rasas de açúcar.
Eles não douram muito, como pode-se ver pela foto. Portanto não deixe fritar por muito tempo; caso contrário, a casquinha se romperá e o pastelzinho ficará gorduroso.


Comi os meus pasteizinhos com molhinho de pimenta e uma(s) cerveja(s) geladíssima(s). Delícia!

Ah! Em breve pretendo preparar este regalo para meu pai.

Bom apetite!

Panzanella

Postado por: Marília





Panzanella ou Panmolle é uma salada originária da região da toscana, que tem como base pão amanhecido e, a partir daí as combinações são as mais variadas: tomates, abobrinhas, cebolas, azeitonas, folhas dos mais diversos tipos, queijos e o que mais tiveres a fim. A minha versão foi mais singela, mas não menos deliciosa.

 Comecei cortando uma sobra de pão italiano em cubos. Coloquei-os em uma assadeira, reguei com azeite,  sal e orégano. Como já estava com uma preparação no forno, coloquei para assar, mas poderia ser feito na frigideira tranquilamente. Deixei que dourasse levemente, retirei do forno e deixei esfriar. Transferi os cubinhos para uma tigela funda e acrescentei  tomatinhos cortados ao meio  e lascas de azeitonas. Para o molho usei meio limão, sal, salsinha (já que não tinha manjericão...) e muito azeite. 

Para os dias quentes que se aproximam não penso em melhor refeição.

Realmente há felicidade nas coisas simples. 

Bom apetite.